sábado, 10 de janeiro de 2015

Estupidez

Após algumas trocas de e-mail, resolvi me manifestar sobre o atentado terrorista que vitimou algumas pessoas na sede da revista Charlie Hebdo.

Como cristão, sou contrário ao uso da violência, sobretudo quando se manifesta por um covarde e estúpido assassinato. Minha solidariedade às vítimas, seus familiares e conhecidos.

Contudo, a situação merece uma análise mais ampla. Que os terrorista fizeram uma atrocidade física covarde, isso poucos discordam. Mas o que falar daquelas matérias que ridicularizam, achincalham e depreciam  conceitos sagrados a milhões, ou melhor, bilhões de pessoas? O uso (ou seria abuso) da liberdade de expressão empregada sem responsabilidades ou limites, atropelando a liberdade alheia, degradando seus valores, difamando muitas vezes referências religiosas, também é uma violência moral (qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria).

Ao se esconder atrás do aparelho do Estado, que foi omisso em relação a violência por vezes praticada pela revista, os autores das matérias aqui em foco agiram como os valentões dos colégios, que falam e fazem o que querem por não encontrarem repreensão na escola. Estes valentões crescem e, por vezes, encontram um franzino covarde armado que dão cabo da valentia de forma brutal, violenta, absurda...

Se os cartunistas e jornalistas, por vezes, faziam chacota (de gosto muito duvidoso) pela estupidez de terroristas e radicais, esses últimos alegam algo parecido: suas ações foram desencadeadas pelas ações estúpidas dos cartunista/jornalistas da revista.

Alguém sensato poderia tentar chamar uma das partes, a que parecer menos intolerante, para romper esse ciclo que, previsivelmente, poderia acabar mal. Surgiu tal alguém?

No direito, objetivamente, até onde esse engenheiro aqui sabe, quando a suposta liberdade de expressão demonstra injúria, calúnia ou difamação, está além dos seus limites (virou um crime).

Alguns recortes.

O juiz Eugênio Rosade Araújo, da 17º Vara Federal do Rio, voltou atrás apenas em sua enviesada definição sobre religiões, mas manteve a decisão: quem prega a intolerância contra as minorias religiosas afro-brasileiras, pode pregá-la livremente, em nome da liberdade de expressão. Pode? Como representante do Estado, que garante a ordem e a igualdade de todos perante a lei, o juiz deveria proteger os que mais precisam (e não há nenhum “coitadismo” aqui). Quando ele se atém, estritamente, ao viés jurídico, torna-se precário o julgamento de situações subjetivas, como no caso. A legalidade da liberdade de expressão  – nosso bem tão precioso! — também tem um limite: é quando deixa de ser expressão para se transformar em propaganda, visando destruir ou capturar o outro. Senão, vejamos: a  propaganda nazista não respeitava direito algum, já que, à época e dentro do território germânico, o nazismo era considerado uma… legalidade. Era?


A liberdade deexpressão é essencial para o bem-estar intelectual da sociedade, auxiliando no desenvolvimento das ciências e das artes, mas, como destacado neste trabalho, assim como a liberdade de ação, ela deve possuir limites. Destacadas as possibilidades da ofensa e da verdade das ideias constituírem-se como limites para a expressão das ideias, notou-se que nenhuma se tornou suficientemente sólida para ocupar tal lugar.


Concluímos que aliberdade de expressão é um passo construtivo à sociedade, desde que tenhamos o respaldo à veracidade dos fatos alegados, em sua totalidade, respeito à dignidade e a liberdade das pessoas. Não podemos confundir a liberdade de expressão com a degradação, banalização e inversão de valores, o que infelizmente vem ocorrendo


Considerandoque o Juiz deve ser justo e jornalista livre, e ainda, que o Judiciário pode ser considerado como o controle externo do jornalismo, as questões pontuais envolvendo conflitos de interesses quanto a liberdade da imprensa são e serão solvidas pelo Poder Judiciário, a quem cumpre a tarefa de identificar a existência de abusos a serem reprimidos.



Pelo pouco que vi dos fatos em pauta, dou razão, mais uma vez, a Albert Einstein ao citar:

"Existem apenas duas coisas infinitas - o Universo e a estupidez humana. E não tenho tanta certeza quanto ao Universo."


Ao que parece, ambos os lados, em maior ou menor grau, preferiram abraçar a estupidez e as certezas que ela traz. Uns foram, sob certa ótica, praticantes da "violência moral", outros da violência física. Ambas são ações estúpidas e não posso concordar ou exaltar nem uma nem outra, tão pouco as justificar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Diversidade

Alguns dos arquivos publicados na Scientific American Brasil de novembro 2014 faziam parte de uma matéria maior denominada por “O Estado da Ciência no Mundo”.

 Ciência tecnologia são indispensáveis para a prosperidade da sociedade.  Quem são seus impulsionadores?



A pergunta acima (da edição em tela) foi a ancoragem dos artigos em foco: eles gravitaram ao redor do termo diversidade. O argumento principal é que a diversidade é fator de fortíssima influência sobre a ciência, tecnologia e a inovação, bem como sobre a eficiência em responder a novos questionamentos e desafios.  Um grupo formado por vários gêneros, ou seja, por homens e por mulheres, bem como diversidades étnicas (negros, brancos, pardos, asiáticos, etc), além de segmentos sociais e culturais diferentes, dentre outras, possibilita abordar problemas sobre múltiplos e diferenciados em enfoques. Com isso, ganha-se vastos argumentos, conformando uma clara tentativa de saturar todas, ou um número tão grande quanto possível, de abordagens e facetas a respeito de uma mesma questão.

Só que a diversidade ainda leva a outros aspectos que melhoram as pesquisas: cada um dos indivíduos, regra geral, elabora e trabalha melhor suas ideias, visto que deve as apresentar (e muitas vezes convencer) a um grupo heterogêneo (devem-se antecipar contra-argumentos e perspectivas diferentes). Assim, lê-se em um dos textos que aponto na revista: “diversidade parece conduzir a pesquisas científicas mais elaboradas e de melhor qualidade”.

Note que, de certa forma, isso remete a um princípio da ciência: considerar TODAS as hipóteses (mesmo as que não gostamos – isso é um recado, tanto para ateus quanto para teístas). Os parágrafos anteriores mostram como a diversidade enfoca tal princípio. O reflexo disso pode ser lido no artigo: “Ciência impõe a disciplina de ter de encontrar as melhores ideias entre equipes de diversas pessoas, o que dá a cientistas e engenheiros a oportunidade de serem pioneiros em mudanças culturais. (...) As pessoas das áreas da ciência e engenharia estão impulsionando os mecanismos de prosperidade e ideias inovadoras mais vitais do mundo.”.

Assim, ainda que os desentendimentos e a falta de tolerância gerem processos na esfera judicial (de funcionários entre si e/ou contra a própria empresa), e com isso elevação de custos, o resultado geral é definitivamente positivo. Obviamente que se busca minimizar os custos, o que leva a políticas que primam pelo respeito à diversidade e à inclusão (real) de minorias: “Empresas gastam bilhões de dólares para atrair e gerenciar diversidade tanto interna quanto externamente, mas ainda assim enfrentam processos judiciais por discriminação”.

Você que acompanha este blog pode estar achando esta matéria um tanto deslocada dos temas costumeiramente aqui tratados (obviamente não é o único artigo daqui que pode ser assim classificado). Porém, meu objetivo é demonstra que a diversidade não é somente boa para desenvolver ciência, tecnologia e inovação, como os artigos aqui comentados apontam, mas também é fundamental para cada um de nós (pelo menos para aqueles que gostam de pensar, no sentido mais nobre do termo). Meus melhores insights surgiram em discussões com defensores de pontos de vistas divergentes dos meus, por vezes antagônicos. Quando o(s) debatedor(es) mantinha(m) um bom nível de argumentos (infelizmente, alguns preferem ignorâncias e desrespeitos pessoais), preocupado(s) em fornecer boas explicações e apontar fontes, obrigava(m)-me a fazer o mesmo (nos casos que assim eu, eventualmente, não o vinha fazendo).

Outro exemplo: minha tese de doutorado saiu da fusão de duas áreas distintas.

Este blog é fruto desse tipo de pensamento e isso é exemplificado na abrangência de temas que aqui eu abordo (relatividade, mecânica quântica, astrofísica, teoria das cordas, mente, livre-arbítrio, cabala, ioga, etc). Há uma citação em um dos artigos aqui abordado que ilustra, em parte, a postura que encorajo aqui: “Até ser simplesmente exposto à diversidade pode mudar o modo como você pensa”.


Finalizando, deixo um recado que resume minha experiência: estude para responder as suas perguntas, mas não deixe de ler e escutar (com atenção) argumentos contrários, sobretudo os bem formulados, pois eles são fundamentais para que você tenha a abrangência necessária que lhe permita formar um conceito sólido e consistente.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Meditação e Neurociência

“Meditação é um exercício milenar que, de alguma uma forma, faz parte de quase todas as religiões do mundo. Nos últimos anos, sua prática, derivada de várias vertentes do budismo, penetrou no mundo secular como um meio de promover a tranquilidade e bem-estar geral.

Três formas comuns de meditação -  atenção focada (ou concentração), atenção plena e compaixão -  agora são praticadas por toda parte, de hospitais e a escolas, e tem se tornado cada vez mais um objeto de investigação em laboratórios científicos ao redor do mundo.  Mudanças fisiológicas -  volume alterado de tecido em algumas áreas - ocorre no cérebro através da meditação.  Seus praticantes também experimentam efeitos psicológicos benéficos:  reage mais rapidamente a estímulos e são menos propensos a várias formas de estresse.”


O texto acima é a síntese do artigo sobre meditação publicado na revista Scientific American Brasil, número 151, de dezembro de 2014, cujo título é "A neurociência da meditação".

O artigo em tela aborda estudos científicos sobre os efeitos da prática da meditação.  Em particular, o foco dos estudos recai sobre três práticas meditativas:
- a atenção focada, que nada mais é do que se concentrar na própria inspiração e expiração, no ciclo da respiração;
- a atenção plena, sendo esta uma contemplação sem foco, na qual se observa vários estímulos, tanto do corpo quanto externo a ele, sem, no entanto, deixar-se focar especificamente em algum quaisquer deles; e
- compaixão e bondade amorosa, na qual se cultiva pensamentos, ou melhor, sentimento e/ou empatia em relação a outros.

Para o estudo aqui abordado, utilizou-se o monitoramento das atividades do cérebro de praticantes experientes da meditação, bem como de grupos de controle, formado por pessoas que não têm prática em meditação.

Os cientistas apontam algumas observações bastante interessantes, nem sempre inesperadas. No grupo com experiência longa em meditação focada, verificou-se que os seus membros têm uma capacidade de concentração bastante ampliada e com um esforço bem menor para atingir esse objetivo em relação ao grupo controle.

No caso da prática da meditação plena, um aspecto interessante notado é a capacidade de atenção amplificada, ou seja, a mente não se deixa ficar presa e, com isso, consegue perceber detalhes que pessoas do grupo de controle não foram capazes de identificar.

Em relação à meditação contemplativa, um dos aspectos interessantes é a capacidade de equilíbrio interior, de força mental e de determinação de ajudar outros. Verificou-se mudanças nas redes neurais associadas à compaixão, emoções positivas e amor materno.

Verifica-se, ainda, no artigo, o apontamento de indício relativo ao benefício sobre a redução de inflamação e de "estresses biológicos que ocorrem em nível molecular". A sustentação de padrões específicos de ondas (oscilações de altas amplitudes), perceptíveis a eletroencefalogramas, também foi verificado. Isso tem potenciais impactos cognitivos e afetivos “durante o aprendizado e a percepção consciente”, o que pode levar a reformulação permanente de circuitos cerebrais.

Obviamente, como a maioria de bons estudos iniciados pela ciência, recomenda-se mais estudos a respeito do tema para se poder afirmar, com precisão o maior grau de conhecimento, todos os efeitos a respeito da prática da meditação.


Mas se você quer conhecer o testemunho de possíveis benefícios que a prática de meditação, sob o enfoque da yoga, pode propiciar, leia aqui sobre o tema.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Cabala Cristã - vídeo aula 04

Com o objetivo de divulgação do livro Cabala Cristã, de autoria de Leonardo O Araújo e Marlanfe T Oliveira, e buscando ajudar aqueles que procuram estudos sobre o tema, apresenta-se aqui uma série de vídeos que complementam e auxiliam a leitura do citado livro. Neste vídeo, o Professor Marlanfe aborda o conteúdo do capítulo dois, em particular, a existência de Jesus como primogênito da criação e sua união com o Verbo de Deus. 

Desde agora, pedimos desculpa pela qualidade técnica amadora do vídeo, mas o nosso objetivo maior é compartilhar o conhecimento que foi obtido.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O Buraco Negro no Começo do Tempo

Na Scientific American Brasil, número 61, Edição Especial História e Filosofia da Ciência, traz em sua capa o título O Buraco Negro no Começo do Tempo. Trata-se de um artigo interessante e original em sua abordagem versando sobre a teoria do Big Bang em uma proposta bastante diferenciada. O que o autor apresenta em seu trabalho de pesquisa é uma proposição em que o nosso universo é o horizonte de eventos de um buraco negro de outro universo com uma dimensão espacial a mais, ou seja, 4 dimensões espaciais.



Mas como entender um universo de 3 dimensões sendo o horizonte de eventos de um buraco negro de outro universo de 4 dimensões espaciais? 

Bom, primeiramente temos de saber o que é um horizonte de eventos de um buraco negro. Horizonte de eventos, no caso aqui abordado, nada mais é do que a limitação espacial física a partir da qual a gravidade do buraco negro atrai qualquer coisa, inclusive a própria luz. No caso particular do nosso universo, pode-se imaginar, grosso modo, que esse horizonte de eventos é a superfície de uma esfera cujo o centro é um buraco negro: a partir desse limiar, qualquer coisa que chegue próximo ao buraco negro é atraído para o mesmo por sua gigantesca força gravitacional.

Nesse exemplo, obviamente, por se tratar de uma superfície, está se referindo a algo com duas dimensões. De forma análoga, em um universo com quatro dimensões espaciais, tal horizonte de eventos teria três dimensões. Pois é exatamente esse ente limitante de três dimensões espaciais (o tal horizonte de eventos do universo hipotético) é que serve como modelo para explicar o nosso próprio universo (com 3 dimensões espaciais).

Por que essa hipótese é interessante? Ela permite chegar a algumas respostas que hoje o modelo padrão não nos fornece. Como exemplo, tem-se o valor das (cinco) constantes básicas da física, das quais dependem as leis que verificamos na natureza. Outro ponto ainda não entendido é a suposta inflação cósmica no início do universo, a qual é a melhor explicação para a aparente homogeneidade que nós observamos no universo em relação a uniformidade de distribuição de massa e a energia/temperatura visualizada por nós. Além disso, temos a teoria do Big Bang, a qual é uma excelente explicação para a evolução do universo após fração de segundo do momento zero, mas que, sobre o Big que fez Bang, sobre o que explodiu, ela silencia, não fala nada: as leis físicas conhecidas não são aplicáveis ao se tentar explicar essa singularidade primária (as leis físicas entram em colapso em singularidades).

Partindo de um universo existente e com quatro dimensões espaciais, já se supõe que o mesmo possua leis físicas e, com isso, consegue-se explicar algumas coisas que tem se mostrado nebulosas até o momento no modelo padrão, inclusive os três pontos eu acabei de citar no parágrafo anterior. 

Adicionalmente, o autor do artigo em foco acrescenta que a hipótese dele pode ser testada: isso é fundamental para ter uma teoria realmente científica, uma vez que a ciência se baseia em evidências físicas, ou seja: se não pode ser testada, não faz parte da ciência.

Todavia o próprio autor evidencia o ponto fraco dessa nova abordagem para a origem do universo.  Tal “calcanhar de Aquiles” é que, de fato, a abordagem apresentada empurrar as atuais lacunas, as ausências de respostas, para trás, uma vez que se teria que explicar a origem desse universo primário postulado, o com 4 dimensões espaciais.


Vale notar que não é a primeira teoria que consegue completar lacunas na cosmologia invocando mais dimensões físicas. Um exemplo já apresentado aqui nesse blog é teoria das cordas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cabala Cristã - vídeo aula 03

Com o objetivo de divulgação do livro Cabala Cristã, de autoria de Leonardo O Araújo e Marlanfe T Oliveira, e buscando ajudar aqueles que procuram estudos sobre o tema, apresenta-se aqui uma série de vídeos que complementam e auxiliam a leitura do citado livro. Neste vídeo, o Professor Marlanfe aborda o conteúdo do capítulo um, em particular, a Trindade e Jesus como a projeção do Verbo de Deus. 

Desde agora, pedimos desculpa pela qualidade técnica amadora do vídeo, mas o nosso objetivo maior é compartilhar o conhecimento que foi obtido.



domingo, 9 de novembro de 2014

CURSO ADIANTADO DE YOGA - 4

Segue mais um texto do "CURSO ADIANTADO DE YOGA", elaborado pelo Professor Marlanfe Tavares de Oliveira.  Reproduzo o original das instruções exatamente como ele o fez (inclusive cores e caixa alta): em uma linguagem simples, direta, beirando ao popular, objetivando a pessoa comum.
Boa leitura!

Para ler o capitulo 3, clique aqui.

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CURSO ADIANTADO DE YOGA – IV

COURS SUPÉRIEUR DE YOGA - IV

Prof. Marlanfe

            O Universo é formado de causas segundas das causas primeiras, causas terceiras das causas segundas, e assim por diante.

L'Univers est constitué de causes secondaires des premières causes, de troisième causes de causes secondes, et ainsi de suite.


O movimento,  ou Luz, emana do Primeiro Motor   para cada círculo subsequente.

Le mouvement, ou de la Lumière, émanant du Premier Moteur  pour chaque tour suivant.


Nós chamamos  a Causa Incausada de EL, Causa Primeira, o qual  criou JAVEH – Causa Segunda - e este criou o nosso Universo de 80.000.000.000 de anos luz, que a Cabala descreve como a Árvore da Vida:

Nous appelons la Cause sans cause de EL, Cause Première, qui a créé Javeh - deuxième cause - et cela créé notre univers de 80 milliards années-lumière, qui est décrit dans la Kabbale comment l’Arbre de Vie:






Porém esta figura é um esquema didático. Na realidade, o que se tem é esfera dentro de esfera, em uma continuidade que envolve a totalidade da Árvore:

Mais ce chiffre est un projet éducatif.  En réalité, ce que vous avez est de sphère dans la sphère dans un continuum qui implique  l'arbre entiers :


Sendo assim, cada Universo maior alimenta outro menor, a começar do Princípio, RESHIT que é o Verbo de Deus, ou seja, o SOPH da Cabala.

Ainsi, chaque univers plus grand nourrit un autre mineur au départ du Principe, RESHIT , qui est la Parole de Dieu, c'est à dire la Kabbale SOPH.


            Teremos, deste modo, uma sequência em cascata, começando no Primeiro Motor Incriado, o AYIN-SOPH-AUR  (EL)  e  entrando no Sistema Sefirótico, ou JAVEH, o Segundo Motor, o Deus Criado ou Demiurgo.

Nous aurons donc une séquence en cascade, en commençant par le Premier Moteur incréé, l'AYIN-SOPH- AUR (EL) et dans le système séphirotique ou Javeh, le deuxième moteur, le Dieu  créé ou Démiurge.

 


Dele, o Raio de Luz Incriada passa para todos os mundos criados por JAVEH, a partir de KÈTER e atravessando todos os Universos criados,  chega a MALKUTH, nosso mundo. A Luz chega até nós e entra pelos diversos corpos ou camadas energéticas. Um parte entra pela cabeça, outra parte pelos pés.

De lui, le Faisceau de Lumière Incréé passe à tous les mondes créés par Javeh, de Keter pour tous les univers créés, atteint Malkuth, notre monde. La lumière vient à nous et va par divers organismes ou des couches d'énergie. Une partie pénètre dans la tête, l'autre partie pénètre par nos pieds.



Sabendo-se que temos um veículo, ou corpo em cada plano , e que somos alimentados em cada um deles, começando  do primeiro, fica asssim: 

Sachant que nous avons un véhicule ou un organisme dans chaque plan, et nous sommes nourris sur chacun d'eux, à partir de la première, il va comme:

“Doze Sefiras, doze veículos, ou corpos. Em Kéter, o corpo Mahaparanirvânico, o primeiro.

"Douze Sephiroth, douze véhicules, ou organismes. Dans Keter, le corps Mahaparanirvanique, le premier.

Em Binah,  o corpo Paranirvânico. Em Cochmah, o Nirvânico, que é o terceiro. 


En Binah, le corps paranirvanique. Dans Cochmah la nirvanique, qui est le troisième.

 Geburah é responsável pela criação do Átmico, o quarto corpo e em Chesed   temos o Búdico, que é o quinto.

Guebourah est responsable de la création de l'Atmique, le quatrième corps, et en Hessed nous avons de Bouddhique, qui est le cinquième.

Cabe a Tipharet formar o Mental Superior e  Hod  providencia o Mental Inferior, que é o sétimo.

C'est à Tipharet former le mental supérieur et Hod fournit la Basse-mentale, qui est le septième.


Netzah  forma o oitavo corpo, o Astral Superior.  Yesod  providencia o corpo Etérico, e Malkuth  fabrica o Físico , o último dos corpos humanos o décimo”.

Netsah forme le huitième corps, l'Astral Supérieur. Yesod fournit le corps éthérique et Malkuth  fabrique la physique le dernier des corps humains,  le dixième corps ".


As duas Instâncias  Superiores estão fora desta sequência, pois são qualitativamente diferentes, porquanto pertencem aos Criadores.

Les deux Instances Supérieures sont hors de cette séquence, car ils sont qualitativement différents, parce qu'ils appartiennent aux Créateurs.


O duodécimo é o Espírito,  e o Éon  Energético que tem a capacidade de se adaptar ao próprio JAVEH  é o Corpo Crístico, o undécimo.

Le douzième est l'Esprit, et l’Eon d'énergie qui a la capacité de s'adapter à même Javeh est le Christ-Corps, le onzième.

            O AIN-SOPH-AUR, o próprio EL, alimenta o corpo espiritual e daí em diante cada um dos corpos recebe a Luz Incriada de EL. Seguindo o raciocínio, nosso corpo físico recebe Luz,   ou o alimento,   do corpo etérico, dentro do qual se situa.

Le AYIN-Soph-AUR, EL même,  nourrit le corps spirituel et ensuite, chaque corps reçoit la Lumière Incréée de EL. Suivant le raisonnement, notre corps physique  reçoit de la Lumière, ou de la nourriture, du corps éthérique,  à l'intérieur duquel est.


A Luz (AUR ou AOR) chega ao corpo físico através de ligações energéticas, as quais,  saindo do corpo etérico  chegam ao corpo físico, atraída por um conjunto de 3  itens biológicos que formam os CHAKRAS.

La lumière (AUR ou AOR) atteint le corps physique par des liaisons d'énergie, qui, sortent du corps éthérique au corps physique, attirés par un ensemble de trois éléments biologiques qui forment les Chakras

Esses itens são:  (1)as formações ganglionares que saem da medula, (2) os plexos   formados pelas células nervosas dessas formações ganglionares,  e (3) as glândulas:



Ces éléments sont les suivants: (1) formation sortant du ganglion de la moelle épinière (2) des plexus, formée par les cellules nerveux  dans ces formations ganglionnaires, et (3) des glandes:


DA MEDULA SAEM AS  FORMAÇÕES  GANGLIONARES + PLEXOS QUE INERVAM AS  GLÂNDULAS (e também todos os nossos órgãos):

DE LA MOELLE SORTIE FORMATIONS GANCLIONAIRES+ plexus qui innervent GLANDES (et aussi tous nos organes):




Parece-nos simples. Os CHAKRAS são formações invisíveis que são constituídas por formações visíveis: as glândulas, os plexos e as formações ganglionares, como está mostrado acima.

Cela semble simple. Les Chakras sont des formations invisibles qui se composent d'éléments visibles: les glandes, les plexus et des formations ganglionnaires, comme indiqué ci-dessus.






Caixas de ligação nervosa = os plexos
        Um plexo nervoso é uma rede de nervos entrecruzados semelhante a uma caixa de distribuição elétrica numa casa. No tronco do corpo existem quatro plexos nervosos. 
·                    O plexo cervical leva as ligações nervosas à cabeça, ao pescoço e ao ombro. 
·                    O plexo braquial leva ao peito, ao ombro, ao braço, ao antebraço e à mão. 
·                    O plexo lombar leva às costas, ao abdômen, à virilha, à coxa, ao joelho e à perna. 
·                    O plexo sacro leva à pelve, às nádegas, aos órgãos sexuais, à coxa, à perna e ao pé. 
Devido à interligação dos plexos lombar e sacro, por vezes são designados como o plexo lombossacro. Os nervos intercostais estão localizados entre as costelas.

Cada CHAKRA é ligado por um campo energético a uma glândula; esta se liga a um plexo, e este, por sua vez, deriva das formações ganglionares que saem da medula.

Chaque chakra est relié par un champ d'énergie à une glande; cette lie à un plexus, et ce, à son tour, vient de les formations ganglionaires de la moelle épinière.


A Medula Espinhal, por fim,  liga-se ao complexo sistema nervoso intra-craniano: o cerebelo, o cérebro e o sistema límbico (este sendo o centro das emoções).  

La moelle épinière se lie finalement à  le système nerveux intra-crânienne complexe: le cervelet, le cerveau et le système limbique (ce qui est le centre des émotions).

Logo, cada CHAKRA se comunica com o cérebro, em última instância, passando para este a Luz e as informações de  que dispõe.

Bientôt, chaque chakra communique avec le cerveau, en fin de compte, et transmet les informations disponibles et la Lumière.

A maioria das pessoas está inconsciente desse processo e fica à mercê do atos-resposta que o cérebro dá em consequência da informação recebida dos CHAKRAS. Elas também não sabem qual a quantidade de Luz que recebem pelos CHAKRAS.

La plupart des gens ne sont pas conscients de ce processus et dépend de l'action et de la réponse que donne le cerveau à la suite d'informations reçues des Chakras. Ils ne savent pas non plus la quantité de lumière qu'ils reçoivent à travers les chakras.

Nesta lição temos de tomar consciência desses dois   fatos e processar os dados que o cérebro dispõe, vindos dos CHAKRAS. Só assim seremos donos de nossos atos e Filhos da Luz.

Dans cette leçon, nous devons être conscients de ces deux faits  et  comprendre  les informations que le cerveau a, provenant des Chakras. C'est alors seulement que nous serons maîtres de nos actions et Fils de la Lumière.


GLÂNDULAS ENDÓCRINAS
glandes endocrines